- Um Ato de Resistência -



É aquela história, numa queda, do chão a gente não passa 
e a vantagem de se ter ido ao fundo do poço e saído de lá, 
é que agora já conhecemos o poço, o fundo e o caminho de volta. 
E depois disso o que vier é lucro e lucro é para ser desfrutado.

Porque a vida pode ser muito boa, apesar dos poços, das fossas, 
dos enganos e dos buracos inevitáveis. 
Porque a gente tem que aprender a cair, a levantar, a ir em frente sempre... 
Viver é isso, um ato de resistência. 
Felicidade é mérito de quem não desiste.



- Andréa Beheregaray - 

- Eu não namoro Dramas -



"Frequenta o abandono quem vive um quase namoro, 
fantasia reciprocidade, aceita abraço frouxo, 
conversa sem olho no olho, ausência de carícia.

Frequenta o abandono quem chama a rejeição de saudade, 
implora por qualquer fiapo de atenção, 
enfeita sua própria desvantagem.

Frequenta o abandono quem vê na recusa 
uma possibilidade de mudança ignorando 
os sinais óbvios da distância.

Frequenta o abandono quem não reconhece que 
ser bem tratada não é um mérito, mas uma condição, 
e segue chamando migalhas de banquete.

Frequenta o abandono com assiduidade quem se contenta 
com tão pouco, que o Outro para mantê-la 
descobre que pode dar cada vez menos.

Frequenta o abandono quem não está disponível 
pra viver um romance porque namora um drama".

- Marla de Queiroz -

-Tem horas que eu canso -





Eu e vc é estranho... Eu corro atrás, te valorizo, te dou o meu melhor....
e você age com indiferença, uma indiferença que ao mesmo tempo, 
não sei decifrar se existe algo além disso. 
Eu me afasto e você fica na sua. 
E quando eu, finalmente, começo a deixar você para trás, 
você volta e me chama. 
Se decide, me deixa ir ou me faz ficar. Só não fica nesse meio termo...
Tem horas que canso...e eu posso não querer mais brincar.

- Todos os dias....-

"Te vejo perdendo-se todos os dias 
entre essas coisas vivas onde não estou."

- Meu Infinito Particular... -



Perguntaram-me como anda meu coração. 
Mil coisas se passaram em minha mente, 
mas preferi optar por respostas clichê rápidas do tipo: 
“Vai bem”. “Está tranquilo”. 
As pessoas não precisam saber o que acontece comigo. 
Como tudo o que me toca, toca fundo...
 refiz a pergunta e a respondi honestamente 
pra única pessoa que interessa, eu mesma. 
Meu coração está tumultuado, revoltado, bagunçado. 
Não tenho bússolas que me informem se 
eu devo ir para o norte ou para o sul. 
Não sei se fiz as escolhas certas.
Estou aprendendo na confusão em que me encontro. 
E aprendo a cada dia. Cada vez em que eu tento buscar respostas 
pra essa pergunta eu me permito refazer 
o caminho que me trouxe aqui, hoje. 
Nem tudo são perdas. Nem tudo foi errado. Nem tudo me fez sofrer. 
O tempo traz pra perto os saberes que preciso. 
Sinto, meu coração está à beira de um recomeço. 
Daquelas que te reinventa, que te recria, 
e que te faz ter a certeza de que todo esforço em tentar 
se reencontrar por mais doloroso que seja, valeu a pena!



- Simony Thomazini -

- Preciso de Calmaria... -


"Felicidade pra mim é pouco. Eu preciso de euforia.” 
Essa máxima tem mais adeptos do que se pode imaginar. 
Em um mundo de baladas alucinantes e sexo fácil, 
não é de se estranhar que as verdadeiras parcerias sejam cada vez mais raras. 
Isso porque o conforto da conchinha em dias frios e do filminho a dois no domingo 
não tem sido suficiente para satisfazer enérgicos caçadores de êxtase. 
A verdade é que algumas pessoas precisam estar em estado permanente de paixão. 
Só dançar não basta – é preciso ultrapassar todos os limites do seu corpo; 
só amar não basta – tem que ter orgasmos múltiplos todo dia; 
se identificar com a profissão não basta – É preciso gostar tanto do trabalho 
a ponto de ficar ansioso pela segunda-feira. 
E os relacionamentos têm obedecido – lamentavelmente
 – esse vírus moderno da insaciabilidade aguda. 
Arrisco dizer que é por isso que as verdadeiras parcerias caíram de moda. 
Não se troca mais a liberdade da solteirice pelo tédio que um relacionamento estável supõe. 
Mas quem se recusa a essa troca certamente desconhece a sensação surreal de uma conchinha. 
De gargalhadas épicas assistindo a um programa de humor sem graça no sábado à noite. 
Do tesão inigualável de um sexo com amor (sexo com amor, não necessariamente sexo amorzinho).
As parcerias ainda estariam “em alta” se as pessoas parassem de esperar delas essa tal euforia. Espera-se sexo avassalador diariamente quando, às vezes, 
se pode querer simplesmente pegar no sono depois do jantar. 
Espera-se conversa e tagarelices sem fim enquanto se pode, vez ou outra, 
querer simplesmente permanecer em silêncio – e, calma, isso não é um problema. 
Achar que todo relacionamento se sustenta na base do sexo três vezes ao dia 
e ter certeza de que há algo de errado se o outro recusa é uma utopia. 
O amor é poder ser você mesmo. Poder assumir que quer só dormir de conchinha 
– sem tabus, sem a obrigação da paudurecência permanente. 
Sentir-se bem com o outro de chinelo e camisa de propaganda, sem maquiagem e descabelada. 
Eu diria que amar é, acima de tudo, sentir-se à vontade. 
Sem pressa, sem euforia, sem regras estabelecidas. Por que amor é liberdade. 
É preciso aceitar o outro em todas as suas versões, inclusive nos dias ruins. 
A rotina é o preço que se paga pra se ter um grande amor sempre ao lado 
– um preço irrisório quando ela se torna absolutamente deliciosa. 
E isso só é possível ao lado de quem se ama. Apaixonar-se é bom. 


Mas o amor tem privilégios que só podem ser desfrutáveis na calmaria.



- Nathalie Macedo -

- Insônia com sabor de mim -


A coisa mais fácil que tem é:
vc me excluir da sua vida...
das redes sociais...
dos aparelhos móveis etc...
Quero ver tirar da pele, do pensamento
e do coração!
;)

Lhe desejo algumas noites de insônia, 
cheias de lembranças minhas!
:D
 

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