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- Não Estou Disponível -

TENHO MAIS DE 35 ANOS, ESTOU SOLTEIRA, 
MAS NÃO ESTOU DISPONÍVEL PARA SEXO CASUAL


Para começar o artigo sem nenhum mal entendido, declaro que não tenho nada contra quem aprecia fazer sexo casual. Como qualquer outra prática sexual, se for de comum acordo, ok. Mas uma questão que merece ser analisada é a crença que uma mulher com mais de 35 anos sozinha está disponível para sexo casual. Admito que muitas realmente estão. Mas não dá para generalizar.

Existe uma desvalorização muito grande em relação a mulher que passou dos 35 anos. É como se qualquer coisa servisse para nós, justamente na fase da nossa vida em que começamos a nos conhecer, a saber o que queremos para nós. Justamente na fase em que realizamos uma série de conquistas profissionais e somos capazes de pedir uma margarita numa mesa onde todos tomam coca zero ou suco de laranja. Justamente na fase da vida que começamos timidamente a entender que não precisamos pedir desculpas por sermos nós mesmas e que admitimos que a vida poderia ter sido trocentas vezes melhor com o charme de quem conta uma piada. Justamente na fase em que sabemos o que gostamos na cama, mas que não fazemos cara de nojo para aquilo que não gostamos.

É justamente esta mulher que precisa recorrer a sexo casual a olhos de terceiros. Muitas vezes aos seus próprios olhos. Como uma querida aluna disse um dia, o preconceito começa por quem é discriminado.

Não julgo nem critico quem pensa que uma mulher sozinha com mais de 35 anos está desesperada para transar sem compromisso. Mas por outro lado, me parece importante ressaltar que uma mulher de 35, 40 ou mais está tão apta a viver o amor inteiro como qualquer moça de 20 ou 25.

Nós também queremos compartilhar da vida de alguém. Nós também queremos tomar o café da manhã juntos, fazer uma caminhada no parque sábado à tarde e brigar pelo caderno de Cultura nas manhãs de domingo, antes de fazer amor. Nós também queremos trocar juras de amor eterno na entrada de um novo ano e quando pulamos as ondas do mar acreditamos que 
qualquer coisa maravilhosa pode nos acontecer.

Nós também merecemos cuidar e ser cuidadas por nosso parceiro. Nós também merecemos ter uma vida banal como outra qualquer, sem glamour, sem transas clandestinas, morrendo de ciúmes dos contatos do nosso parceiro no Facebook, enchendo a cara às vezes, quando a gente está muito feliz. A gente também quer ficar boba de tanta paixão , casar e escolher se pintaremos a parede do hall do apartamento de branco normal ou branco off white.

A gente também quer usar saia curta, alças do sutiã à mostra. A gente também quer ser amada e feliz. Perdemos um pouco do nosso colágeno, mas não da nossa alegria, do nosso bom humor, do nosso senso de prazer nos mais variados sentidos. Não somos manteiga nem iogurte que tem data de validade e precisa se contentar com sexo casual por falta de coisa melhor. E como qualquer moça de 20 ou 25 anos também queremos no mínimo, na pior das hipóteses, sermos adoradas.

- Sílvia Marques -

- Asas -




Você não estava lá quando eu precisei ouvir 
"vai ficar tudo bem, estou aqui com vc", 
nem quando em um suspiro cansado, de um dia pesado, 
eu só precisava de colo e silêncio...
vc também não apareceu quando uma parte minha 
esteve doente e precisava de cuidados...
É, e nem quando olhei para os lados, e pensei no meu maior desespero: 
"ele vai surgir do nada, como um super herói e me salvar desse abismo",
não, vc não estava, nunca esteve!
Nem mesmo nos momentos em que 
raramente acontecia algo bom, e eu queria te contar. . 
Mesmo assim durante muito tempo eu perdoei a tua ausência...
como quem toma um paliativo como se fosse a cura 
para todas as desculpas que eu mesma dava por vc...
Mas...
Você me deu asas, mas não fez meu ninho, 
por isso eu decidi aprender a usá-las e voar pra longe,
porque inevitavelmente acabei descobrindo
que eu tbm não precisava estar mais lá!

- By Alessandra Garcia


- Aceita o convite? -


Eu te convido a experimentar escolher ao invés de esperar ser escolhido. 
A arranjar um problema novo se não conseguir 
se focar numa solução para o antigo. 
Eu te convido a deixar ir quem te rejeita e se abrir para os que provavelmente 
estarão disponíveis afetivamente, para os 
que querem viver a mesma história que você. 
Eu te convido a parar de se vitimizar, a fazer um movimento contrário 
para que possa atrair o que te ilumina, agrega, alegra. 
Eu te convido a tomar coragem para aprender a receber, 
trocar e não somente se doar a ponto de apenas se doer. 
Eu te convido a tentar conviver harmoniosamente com você para, 
quando se relacionar, não subtrair, pois você não é uma metade. 
Eu te convido a viver sua inteireza por mais que esteja condicionado 
a acreditar que o seu tamanho é menor do que o real. 
Eu te convido a tentar se sentir imenso e 
a não aceitar menos do que merece. 
Eu te convido a ser grato e merecedor de coisas grandiosas. 
Eu te convido desaprender a codependência,
a simbiose para que seu coração possa respirar com autonomia.


- Marla de Queiroz -


- Verbo sem Ação -



Vai chegar a hora....e ela vai cansar, cara. 
Vai cansar de ser sempre a boba da história, 
aquela que você diz que sente falta, mas só sabe ignorar. 
Vai cansar de dizer que está bem, por quê você nunca 
se importou em saber se ela está realmente bem. 
Você é o tipo de cara que vai querer estar na cama com qualquer vagabunda, 
enquanto ela vai estar em casa pensando o porque de tudo isso. 
Vai chegar um dia que ela vai parar de pensar, 
e perceber que você foi muito verbo sem ação. 
Que o tempo que ela passou esperando por uma decisão sua, 
foi parte da vida dela que ela desperdiçou. 
E quando você parar pra pensar e perceber que ela era alguém que te completava, 
já não vai adiantar tomar uma decisão tardia, 
dizendo que estava confuso, e aparecer do nada como nas outras vezes. 
Ela já vai estar em outra...porque conjugar verbos é fácil,
mas praticá-los no tempo certo é que são elas.

- Demodê -



É que apesar de às vezes parecer ameaçadora, bruta, ou sem jeito, 
talvez ao teus olhos moderna demais, 
eu ainda levo as pessoas à sério, por incrível que pareça 
eu gosto das coisas à moda antiga. 
Gentileza, educação, pontualidade, construir um antes, 
curtir o durante para fazer valer o depois, 

tudo isso que muita gente anda achando bobagem, dispensável, tudo isso eu gosto. 
Não adianta... a fluidez e a velocidade dos laços não me alcançam, 

meu vazio eu não preencho consumindo pessoas. 
A 'modernidade' não vai corroer em mim a capacidade de se importar. 
Eu levo a sério as pessoas, as relações que teço. 

Laços permanentes ou transitórios, gosto de construí-los, é assim que escolhi ser. 
Eu sei ser livre, sei viver meu desejo apenas pelo desejo. 

Eu sei ser leve, mas me recuso a ser leviana com meus afetos, entende? 
Acredito que delicadeza nunca sai de moda, 
e outro tipo de história não me interessa, não mais. 
- Desconheço o Autor -

- Sentimentos Escorrem -


E hj é um daqueles dias
em que vc se permite chorar...
sem saber direito o porque.

- Alessandra Garcia -

- Saudade Genuína -


"Se a sua saudade não for genuína...
Minha crença será superficial."
- Por mim: Alessandra Garcia -

- Medo -


Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. 
O corpo mais lado da fraqueza. 
Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, 
a hora certa para o homem errado. 
Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso 
e você depois disso possam se coincidir novamente.
 Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. 
Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, 
que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. 
Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. 
Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. 
Medo de ser sugada como se fosse pólen, 
soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. 
Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. 
Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. 
Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade...
Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério 
ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. 
Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. 
Medo do cheiro nos cabelos. 
Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo 
seja maior do que o medo de sair do medo. 
Medo de não ser persuasiva no silêncio, carente no fôlego. 
Medo de que a alegria seja apreensão, 
de que o contentamento seja ansiedade. 
Medo de não soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. 
Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. 
Medo da perfeição que não interessa. 
Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida.
 Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. 
Medo de não mastigar a felicidade por respeito. 
Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. 
Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. 
Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. 
Medo dos bares e das baladas sem ele por perto, 
do convívio sem alguém para se mostrar. 
Medo de enlouquecer sozinha...Medo de se apaixonar...

- Autenticidade -



Quando amamos de verdade, nos dificultamos. 
Quando amamos de mentira, nos facilitamos. 
Sou defensor da ideia de que a timidez 
demonstra a autenticidade do sentimento.
Quem não sente um pouco de vergonha 
na hora de tirar a roupa não ama. 

Quem não sente um pouco de retração 
na hora de abraçar não ama.
O pudor é o Inmetro do amor. 
Vem para expressar cuidado e respeito. 

Vem para sugerir o quanto é valiosa aquela cena. 
Vem para evitar possíveis estragos.

- Fabrício Carpinejar -
 

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