Mostrando postagens com marcador Dualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dualidade. Mostrar todas as postagens

- Processo Interno -


Não estou vivendo um dos momentos 
mais fáceis da minha vida 
e o meu reflexo é me isolar. 
Não ao extremo de ficar trancada no quarto, 
mas coisas leves com pessoas muito próximas 
é o máximo que o meu corpo tem pedido ultimamente. 
Preguiça de socializar, rir para parecer simpática, 
disfarçar a vontade constante de ir embora. 
Ando sem paciência até para as redes sociais, 
só queria deitar e esperar o mar ficar mais calmo. 
Não posso me dar a esse luxo de pausar a vida, tudo bem. 
É um processo tão interno, que eu 
nem estaria escrevendo esse texto 
se não fosse tanta coisa... no meio do caminho.
Eu ouço sirenes soando e vejo uma faixa amarela em volta, 
sem saber se anuncia salvação ou perdição. 
E acho que, na verdade, não quero saber. 
- Desconheço o Autor (Mas ele me descreve) -

- Saudades de mim -


Estou indiferente, e isso me sangra sem dor. 
Sinto saudade das minhas batalhas perdidas, 
das minhas revoltas de causas pesadas ou até pouco importantes, 
das minhas angústias amargas, da minha vontade de correr o mundo, 
da minha ingenuidade poética, dos meus sorrisos com alma, 
dos meus choros sentidos. Estou mergulhada em ausências, 
e tudo que sobra é um silêncio vazio. 
Grito dentro de mim, e ecoa... 
Sou oca e acústica, mas não faço melodia, 
só sopro ventos mudos e permaneço quieta, 
caladinha e quase inexistente. 
Minhas asas andam enferrujadas do sonho de voar, 
e minha garganta economiza as utopias. 
Ando desanimada e solitária, sem aquilo que 
outrora me acompanhava como sombra. 
Estou só. Quero qualquer fevura, 
e até dissabores se isso me fizer mais viva. 
Sinto falta do meu coração inquieto, das curvas do meu caminho, 
da minha vontade de viver. 
Eu sinto falta de mim.


- Clara Melo -

- Medo -


Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. 
O corpo mais lado da fraqueza. 
Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, 
a hora certa para o homem errado. 
Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso 
e você depois disso possam se coincidir novamente.
 Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. 
Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, 
que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. 
Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. 
Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. 
Medo de ser sugada como se fosse pólen, 
soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. 
Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. 
Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. 
Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade...
Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério 
ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. 
Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. 
Medo do cheiro nos cabelos. 
Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo 
seja maior do que o medo de sair do medo. 
Medo de não ser persuasiva no silêncio, carente no fôlego. 
Medo de que a alegria seja apreensão, 
de que o contentamento seja ansiedade. 
Medo de não soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. 
Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. 
Medo da perfeição que não interessa. 
Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida.
 Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. 
Medo de não mastigar a felicidade por respeito. 
Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. 
Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. 
Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. 
Medo dos bares e das baladas sem ele por perto, 
do convívio sem alguém para se mostrar. 
Medo de enlouquecer sozinha...Medo de se apaixonar...

- Minha Dualidade - Meus Eu's -



Ontem?
Hã...ontem eu tive uma intensa briga 
com um dos meus "eu's"...
Aquele que me pertuba...
me deixa mal...
Aquele que insiste em pesar na balança...
os contratempos que carrego...
Aquele que pede desistência...
cria resistência...
e por muitas vezes parece que me vence...
Me ganha pelo cansaço da luta
já nem sei pelo o que?!?!
Esse que aos poucos me destrói...
porq o meu outro eu...hã...
parece que vive dormindo...
é tão bobo...meigo...doce...
burroooo ao quadrado...
acredita que tudo é superável...
que fases são frações da vida...
até chegarmos ao inteiro...
Já não sei mas quem é o certo...
O primeiro ou o segundo...
Embora o primeiro viva saltitante...
o segundo parece que sabe o seu momentoooo...
e ainda prevalece!!!
Ain..eu vou enlouquecer!!!
Resolvi...hj sair de órbita...
Nem quero saber de ouvi-los!!!
Minha Autoria:
Alessandra Garcia

- Dualidade -



Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, 
minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. 
Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. 
Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. 
Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. 
Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza,
 mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. 
Ofereço meu bom humor e minha paciência 

e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.
Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. 

Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. 
Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. 
Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. 
Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. 
Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito. 
Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der 
realmente certo, vou ficar sem chão. 


Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.
Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. 

Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. 

Você talvez vc não saiba, da minha mania de me expor em palavras, 

que eu escrevo o tempo todo, 
em qualquer lugar. 
Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. 
E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente 

e muitas vezes não participar você dessa minha segunda vida, 

porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: 

lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. 


E a segunda opção ninguém mais tem, além de vc. 

- Verônica Heiss -
 

Minhas Reticências... Copyright 2011 Caixinha de Surpresas Criação by Comunidade Caixinha de Surpresas