- Aceita o convite? -


Eu te convido a experimentar escolher ao invés de esperar ser escolhido. 
A arranjar um problema novo se não conseguir 
se focar numa solução para o antigo. 
Eu te convido a deixar ir quem te rejeita e se abrir para os que provavelmente 
estarão disponíveis afetivamente, para os 
que querem viver a mesma história que você. 
Eu te convido a parar de se vitimizar, a fazer um movimento contrário 
para que possa atrair o que te ilumina, agrega, alegra. 
Eu te convido a tomar coragem para aprender a receber, 
trocar e não somente se doar a ponto de apenas se doer. 
Eu te convido a tentar conviver harmoniosamente com você para, 
quando se relacionar, não subtrair, pois você não é uma metade. 
Eu te convido a viver sua inteireza por mais que esteja condicionado 
a acreditar que o seu tamanho é menor do que o real. 
Eu te convido a tentar se sentir imenso e 
a não aceitar menos do que merece. 
Eu te convido a ser grato e merecedor de coisas grandiosas. 
Eu te convido desaprender a codependência,
a simbiose para que seu coração possa respirar com autonomia.


- Marla de Queiroz -


- Dias -


Todos nós, em algum momento da vida, 
independente de qual seja a causa, 
passamos por momentos difíceis. 
São aqueles dias em que a vida perde a cor, o mundo lá fora é assustador, 
mas viver dentro dos nossos próprios corpos também é. 
São os dias em que gostaríamos de sumir, mas não temos para onde; 
em que gostaríamos que alguém nos abraçasse 
e pudesse simplesmente captar e entender toda a tortura 
e agonia que explode dentro de nós,
 assim, sem que precisemos dizer uma palavra.

Patrícia Pinheiro - 

- Não mais -


"Porque já não quero mais caber,
nas pequenas brechas que lhe restam."
- A.G.-

- O amor é muito específico - Para Poucos - Raro -



Você me pergunta por que eu não tenho namorado 
como quem tenta descobrir o meu defeito. 
Eu digo que não sou tão fácil, como quem responde 
“perfeccionista” na entrevista do RH. 
Não é mentira, mas também não é por isso. 
Poderia colocar a culpa nos homens e dizer que é difícil se comprometer. 
Poderia colocar a culpa “nos tempos” e dizer que é difícil admirar.
Poderia fazer que nem aquela jornalista que escreveu “se você está sozinha 
é porque você é chata” e ficar me redimindo pelas minhas neuroses, 
mas nada disso seria sincero. 
O que eu tenho pensado ultimamente e tem me trazido alguma calma 
é que o amor é muito específico. Não é mesmo fácil encontrar. 
Aparência, interesses comuns e vida profissional são critérios genéricos. 
Se não fossem, a plataforma do amor seria o Linkedin. Não é assim que funciona?! 
Pelo menos pra mim. Sempre estranhei essas pessoas que conseguem emendar namoros. 
Sai um, entra outro e fica tudo bem. Antes achava que tinham muita sorte. 
Hoje penso que são mais flexíveis.
Talvez valorizem mais a companhia do que a pessoa. 
Gostem da estabilidade de ter uma programação. 
Adaptam-se melhor ao outro, enquanto eu me prendo a detalhes. 
Apaixonante para mim é o cara que trata bem o garçom. Que me chama de um jeito carinhoso. 
Que tem pensamentos bonitos. Que nunca tenta tirar vantagem ou se fazer de malandro.
Que consegue desenrolar uma conversa agradável numa festa cheia de desconhecidos. 
Pode parecer loucura, mas para mim a paixão está intimamente ligada ao tom de voz 
e à qualidade da playlist. Gosto de quem me olha com inteligência, 
de quem me abraça com vontade, de quem não se expõe demais. 
Toda vez que eu vejo um casal feliz, imagino que eles sejam resultado 
de algum alinhamento cósmico super complicado. 
Se já é difícil amar alguém, imagina amar alguém que te ama de volta. 
Que também valoriza em você o que mais ninguém percebe. 
Considero uma missão fazer-se insubstituível num mundo em que ninguém 
mais levanta a cabeça, tão entretidos que estamos com o visor do telefone.
Como disse uma amiga, a questão não é ter um namorado: 
é ter alguém que acrescente. Enquanto ele não chega, eu trabalho, leio, 
ouço música e ando por aí. Às vezes eu surto, mas não há muito o que eu possa fazer. 
Preciso ter paciência para esperar o que mereço. 
Estou sozinha e não é culpa minha. O amor é raro.


- Sarah Westphal -

- ... -


....

- Variáveis -


Poderíamos ficar nesse vai-e-volta interminável, na nossa equação perfeita 
cheia de variáveis tão constantes quanto as nossas discussões fora da cama, 
na química violenta ora ácida, ora básica, que acontece naturalmente; 
e tão naturalmente, depois do fim, descobrimos o quanto estamos nos machucando 
apostando tão alto em um jogo com tão poucas chances. 
Você tem suas prioridades, suas regras e exceções, seu jeitinho inato 
de cafajeste que combina perfeitamente com esse seu quase imperceptível desleixo com a vida 
– que acaba sendo um tanto quanto atraente – e eu, depois desse tempo convivendo 
com o melhor e o pior de nós dois, acabei ficando com você, 
minhas expectativas e um desejo profundo de quero mais 
misturado com resignação e, quem sabe, um pouco de luto 
por saber que você não vai mudar, 
e não quer fazer um esforço de jeito nenhum. 
Ainda sonho meus sonhos, aqueles bem clichês mesmo, 
mas não consigo enxergar você sonhando comigo.
Não tenho pique nem ânimo para disputar você com o mundo, 
ainda mais quando eu mesma me sinto minha maior inimiga. 
Se você não tivesse estragado tudo tantas vezes 
eu não estaria agora pensando em fazer o mesmo...
Mas estou...

- Entre Todas as Coisas - Despedida Torta - Adaptado -

- Tá Feio -


Eu sinceramente só queria que o mundo 
e as pessoas parassem e refletissem, 
que do jeito que está, tá feio. Que essa M... de jogo 
não vai dar em nada, que nosso peito já calejado
não dá mais conta de se decepcionar. 
Queria que as pessoas lembrassem o quanto é bom 
mandar mensagem tarde da noite ou cedo da manhã, 
receber ligações inesperadas, chocolates de surpresa 
no meio do dia e um bilhete embaixo do travesseiro 
antes de dormir. Sinceramente, torço para que se está 
todo mundo jogando, eu tropece na vida com alguém 
que não entenda nada de jogo, muito menos de tecnologia 
e todos esses apps irritantes que nos oferecem 
uns aos outros como produtos e que a gente possa 
se conhecer como antigamente, marcar um cinema 
dois dias depois, sentir ansiedade, frio na barriga e tudo mais. 
E quem sabe construir o nosso próprio jogo, 
onde os dois ganhem, onde seremos vencedores 
do nosso próprio sentimento. 
Eu só queria isso... 
Mas, tá dificil. 
- Alyryo Machado Freire -
 

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