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- E aí, bora para Noitada? -



"Primeiramente, você chega na balada 

e observa que metade das mulheres estão com um vestido de elástico, 
já a outra metade está com uma regata branca 
ou top e por cima uma blusa fina, 
junto com uma saia alta ou short customizado.
Usando o insistente perfume 212, Angel e Light Blue. 

Mas até aí tudo bem pois o uniforme faz parte. 
Não muito distante disso você vê alguns homens 
com uma camisa polo com “número 43” nas costas 
e um cavalo gigante no peito, perfume one million e a barriga saliente, 
com as mulheres mais bonitas da festa. 
Alguns gastando dinheiro que não tem, outros gastando por gastar 
e outros como eu, pensando em como funciona tudo isso… 
Nesse instante por algum motivo 
você se sente diferente daquelas pessoas. 
Culturalmente instruídos a sempre segurar um copo na mão 
seguimos o nosso caminho em busca de algo 
que no fundo não sabemos se realmente faz sentido.
Alguns caras querendo se divertir e outros numa disputa inútil 

para ver quem é o mais frouxo. 
Frouxo simplesmente por não conseguir 
pegar uma mulher só com o papo, 
por não saber jogar esse jogo de homem pra homem, 
mas novamente até aí tudo bem..
pois cada um usa e atira com as armas que tem.
Em meio a tudo isso, me pergunto: 
onde está a conquista? Cadê o charme?

O ato de arrancar um sorriso sincero, de você?

Ficar com a mulher por ter falado a coisa certa 

na hora certa, sem sensacionalismo.

Só acho que as coisas estão perdendo um pouco da graça. 

Então depois de consecutivas experiências dessas, 
você acaba vendo que o mundo de balada é muito limitado 
e o mais importante, que o que você tanto procura, 
não está e nem estará ali.
De forma alguma estou dizendo que não gosto de balada, 
ou que balada é algo de pessoas “vazias”, 
mas infelizmente na maioria das vezes é isso que eu vejo, 
mulheres que só querem levantar seu ego 
e homens que acham que baixar um litro de bebida 
lhe faz ser o macho "top" da festa.
Cada vez mais as pessoas têm a necessidade de mostrar ser 
uma coisa que não são, e principalmente terem seu ego exaltado.
Agora só falta elas perceberem que isso não leva a lugar nenhum.
Chegamos num ponto chave da sociedade, 
onde máscaras valem mais do que expressões, 
garrafas de bebida em cima da mesa 
valem mais do que apertos de mão e companhias falsas 
valem mais do que uma conversa sincera 
com a menina menos atraente da festa.
Por fim entenda que você pode ser uma pessoa super charmosa, 
educada, inteligente ou qualquer outro adjetivo, 
mas se a outra pessoa não for equivalente, 
ela não irá perceber o quão valiosa você é.
- Desconheço o Autor -

*Por isso que ainda prefiro meu infinito particular...rs
;)

- Ser Grande -




Quando me coube a necessidade de querer ser grande, 
me senti uma miudeza envolta da gigante ânsia 

de querer ser maior do que isso aqui.
Enxerguei meus estreitos íntimos como pequenas partículas de sonhos, 

onde cada pouco de mim, deverá cair sobre alguma coisa ou alguém, 
para surtir efeitos de todos os tamanhos, e, 
nessas minhas pautas meio que psicodélicas e um tanto confusas, 

confesso, consigo decifrar esse tal enigma de “ser grande”. 
O paradigma onde “ser grande” precisa ser conjugado com “querer crescer”, 

estranhamente concluo, que eu preciso evoluir cada gota de mim, 
não por vaidade, mas sim, como aprendizado em qualquer tempo mínimo dos meus dias. 

Evoluir e não somente crescer para ser realmente grande. 



- Keila Sacavem -

Pessoas são Pessoas e não Coisas...


Não quero nunca conjugar o verbo banalizar...
mesmo estando tudo do jeito que está...
meio torto...sem valor...sem conteúdo!!!
Mesmo quando vejo as pessoas brincando umas com as outras..
...mesmo quando leio vários "Eu Te Amo" distribuídos
como Bom dia, Boa tarde e Boa noite... e em uma semana isso morre....
e mesmo quando na minha rídicula ingenuidade
acredito cegamente que algumas pessoas me falam de coração...
Quando adolescente já tinha aprendido à quebrar a cara diversas vezes...
mas de uma maneira bem diferente do que vejo hj...
as pessoas te magoavam , mas era notório que isso tbm lhes doía...
hj não...e me dizer que eu não acompanhei a evolução
é um tanto quanto digno de pena...se na verdade considero isso involução...
inversão de valores...na verdade o fim dos tempos!
Ainda assim acredito na  minoria, que mesmo
assistindo essa metamorfose, não perde sua essência
carrega dentro de si a mesma magia, embora um pouco arranhada
de que pessoas são pessoas...e não coisas.... 
(Alessandra Garcia)


 

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