- Demodê -



É que apesar de às vezes parecer ameaçadora, bruta, ou sem jeito, 
talvez ao teus olhos moderna demais, 
eu ainda levo as pessoas à sério, por incrível que pareça 
eu gosto das coisas à moda antiga. 
Gentileza, educação, pontualidade, construir um antes, 
curtir o durante para fazer valer o depois, 

tudo isso que muita gente anda achando bobagem, dispensável, tudo isso eu gosto. 
Não adianta... a fluidez e a velocidade dos laços não me alcançam, 

meu vazio eu não preencho consumindo pessoas. 
A 'modernidade' não vai corroer em mim a capacidade de se importar. 
Eu levo a sério as pessoas, as relações que teço. 

Laços permanentes ou transitórios, gosto de construí-los, é assim que escolhi ser. 
Eu sei ser livre, sei viver meu desejo apenas pelo desejo. 

Eu sei ser leve, mas me recuso a ser leviana com meus afetos, entende? 
Acredito que delicadeza nunca sai de moda, 
e outro tipo de história não me interessa, não mais. 
- Desconheço o Autor -

- Espirro -


Nosso corpo expulsa ameaças e tudo que já não presta. 
Com um certo atraso, meu coração 
finalmente espirrou tanta coisa errada.
Acabei alérgica ao amor, para não terminar doente dele outra vez. 
Mas é alergia restringida ao amor barato, que infelizmente é maioria, 
pelo menos nas esquinas que eu cruzo. 
Pseudo amor que só serve para virar câncer 
dentro da gente e dar trabalho para curar. 
Tudo isso para que, meia dúzia de dias felizes?

Não vale a pena, muito obrigada. Minha balança está afiada, 

depois de tanto tempo sem usar. 
Só depois de conhecer os dias de angústia, 
entendi o valor dos dias calmos, mesmo que o vazio dê as caras 
em meio á tanta calmaria, de vez em sempre. 

Porque até o nada é muito melhor do que a dor da não reciprocidade. 

O peso dos planos rasgados, porque era patético planejar futuro pro que nem tinha presente. 
A saudade que violenta e grita sempre que você está ali, sofrendo sozinha. 
Ninguém entende quando eu falo, com a maior propriedade do mundo, 
que é melhor ficar só, do que mal acompanhada.

Não é hipocrisia, eu quero muito um amor verdadeiro, 

sinto falta de ser dois e não escondo de ninguém que às vezes...ser sozinha cansa. 
Mas reforço: quero amor verdadeiro. Menos que isso, eu espirro. 

- Me apresente o Autor - O Desconheço -





' Marcella Fernanda 

- Asas -


"É muito fácil pensar lá no seu íntimo,
que nunca me prometestes nada...
Mas esquecestes quantas vezes amarrou minhas asas...
permitindo que eu anulasse meu voô."
- Alessandra Garcia -

- Processo Interno -


Não estou vivendo um dos momentos 
mais fáceis da minha vida 
e o meu reflexo é me isolar. 
Não ao extremo de ficar trancada no quarto, 
mas coisas leves com pessoas muito próximas 
é o máximo que o meu corpo tem pedido ultimamente. 
Preguiça de socializar, rir para parecer simpática, 
disfarçar a vontade constante de ir embora. 
Ando sem paciência até para as redes sociais, 
só queria deitar e esperar o mar ficar mais calmo. 
Não posso me dar a esse luxo de pausar a vida, tudo bem. 
É um processo tão interno, que eu 
nem estaria escrevendo esse texto 
se não fosse tanta coisa... no meio do caminho.
Eu ouço sirenes soando e vejo uma faixa amarela em volta, 
sem saber se anuncia salvação ou perdição. 
E acho que, na verdade, não quero saber. 
- Desconheço o Autor (Mas ele me descreve) -

- Não vai Marcar -




"E todo dia perde um pouco a força...
é como aquela ferida que vai cicatrizando bem devagar....
de vez em quando vc olha, lembra e num suspiro pensa:
'está passando...não foi profundo...não vai marcar'.
- Ainda bem!"

- Alessandra Garcia -

- Game Over -


#semmais
;)

- Sentimentos Escorrem -


E hj é um daqueles dias
em que vc se permite chorar...
sem saber direito o porque.

- Alessandra Garcia -

 

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