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- A Paz do meu silêncio -




A gente passa muito tempo da vida, dando chances. 
Passa uma fase tentando responder e entender as pisadas de bola dos outros. 
Releva, reata, gargalha pra quebrar o gelo. 
Um dia pula isso tudo e vai logo pro sorrisinho sem graça, já sabendo o final.

Um dia a gente cansa... Eu já tive crises. 
Achei que era uma fase rancorosa, depois pensei ser amarga, 
voltei pro rancorosa, e cheguei a conclusão que aprendi a me poupar. 
Eu já mantive perto pra não quebrar protocolos. 
Já deixei de ir pra não causar transtornos. 
Já acreditei em promessas, e em “senta aqui, dessa vez vai!”. 
Já atendi telefonemas do passado, já deixei voltar quem pediu perdão. 
Chega uma fase em que preferimos o sossego de um café e um livro, 
a dividir a mesa cheia de remorso e mágoa. 
Hoje prefiro a paz do meu silêncio, prefiro não culpar, 
não cobrar, não lamentar o que não depende de mim ser mudado.

Quando a gente aprende a importância de se poupar de desgastes, 
a gente entende que ir embora não é sinal de ódio, que a distância traz liberdade. 
É do que a gente precisa pra continuar nosso processo de paz, 
pra continuar amando, pra não destruir o que sobrou, 
pra nos poupar de nós mesmos, pra não se acomodar em sofrer, 
pra não se culpar mais.

(Desconheço o autor)

- Saudades de mim -


Estou indiferente, e isso me sangra sem dor. 
Sinto saudade das minhas batalhas perdidas, 
das minhas revoltas de causas pesadas ou até pouco importantes, 
das minhas angústias amargas, da minha vontade de correr o mundo, 
da minha ingenuidade poética, dos meus sorrisos com alma, 
dos meus choros sentidos. Estou mergulhada em ausências, 
e tudo que sobra é um silêncio vazio. 
Grito dentro de mim, e ecoa... 
Sou oca e acústica, mas não faço melodia, 
só sopro ventos mudos e permaneço quieta, 
caladinha e quase inexistente. 
Minhas asas andam enferrujadas do sonho de voar, 
e minha garganta economiza as utopias. 
Ando desanimada e solitária, sem aquilo que 
outrora me acompanhava como sombra. 
Estou só. Quero qualquer fevura, 
e até dissabores se isso me fizer mais viva. 
Sinto falta do meu coração inquieto, das curvas do meu caminho, 
da minha vontade de viver. 
Eu sinto falta de mim.


- Clara Melo -

- Minha Dualidade - Meus Eu's -



Ontem?
Hã...ontem eu tive uma intensa briga 
com um dos meus "eu's"...
Aquele que me pertuba...
me deixa mal...
Aquele que insiste em pesar na balança...
os contratempos que carrego...
Aquele que pede desistência...
cria resistência...
e por muitas vezes parece que me vence...
Me ganha pelo cansaço da luta
já nem sei pelo o que?!?!
Esse que aos poucos me destrói...
porq o meu outro eu...hã...
parece que vive dormindo...
é tão bobo...meigo...doce...
burroooo ao quadrado...
acredita que tudo é superável...
que fases são frações da vida...
até chegarmos ao inteiro...
Já não sei mas quem é o certo...
O primeiro ou o segundo...
Embora o primeiro viva saltitante...
o segundo parece que sabe o seu momentoooo...
e ainda prevalece!!!
Ain..eu vou enlouquecer!!!
Resolvi...hj sair de órbita...
Nem quero saber de ouvi-los!!!
Minha Autoria:
Alessandra Garcia

 

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