- Game Over -


O melhor à fazer é ficar quietinha no seu canto...
Não adianta argumentar, se esforçar o tempo todo
para tentar, fazer feliz quem vagueia...quem prefere o escuro...
quem não sabe sequer corresponder um pouquinho...
Por mais que vc sinta a necessidade de fazer sorrir
quem aparentemente sofre...talvez o sofrimento seja opcional...
 pior, talvez seja essa a escolha.
E nessa história toda, vc descobre
que seu esforço foi em vão, e ainda ganha de brinde
uma decepção, que te faz perpetuar noites em claro,
se perguntando qual é o problema?!
- Não há problema...não com vc!
O problema é que tem pessoas que são assim....
se defendem do que é bom e atacam o que é ruim.
Não...não tem jeito...elas não vivem, perdem muito tempo
criando técnicas de ataques e defesa...pensando em qual será o próximo passo...
é como um jogo de várias fases...é um vício;
e vc?...Bom, se eu fosse vc, não entrava nesse jogo...
dê #GAMEOVER e vá ser feliz!

- Alessandra Garcia -

- Corda Bamba -


Aquela linha tênue....entre dizer o que se pensa
e dizer o que se sente...é onde eu me equilibro...
constante malabarismo para que a razão 
não despenque para o lado errado..
Que lado? 
- Nem eu sei o lado que me sustenta...
Apenas permaneço.

-Alessandra Garcia -

- Saudades de mim -


Estou indiferente, e isso me sangra sem dor. 
Sinto saudade das minhas batalhas perdidas, 
das minhas revoltas de causas pesadas ou até pouco importantes, 
das minhas angústias amargas, da minha vontade de correr o mundo, 
da minha ingenuidade poética, dos meus sorrisos com alma, 
dos meus choros sentidos. Estou mergulhada em ausências, 
e tudo que sobra é um silêncio vazio. 
Grito dentro de mim, e ecoa... 
Sou oca e acústica, mas não faço melodia, 
só sopro ventos mudos e permaneço quieta, 
caladinha e quase inexistente. 
Minhas asas andam enferrujadas do sonho de voar, 
e minha garganta economiza as utopias. 
Ando desanimada e solitária, sem aquilo que 
outrora me acompanhava como sombra. 
Estou só. Quero qualquer fevura, 
e até dissabores se isso me fizer mais viva. 
Sinto falta do meu coração inquieto, das curvas do meu caminho, 
da minha vontade de viver. 
Eu sinto falta de mim.


- Clara Melo -

- Pecas nos Detalhes -


"E cada vez mais...sem dizer...involuntariamente vc me pede pr te perder..
e eu vou te perdendo por vontade própria...porque pecas nos detalhes...
pecas por não entender aquilo que não digo...pecas pela questão que não fazes...
pecas por ser tão pouco, naquilo que poderia ser muito...pecas porque talvez
seja assim que vc viva...de pecado em pecado..sem ao menos se confessar."

- Por mim - Alessandra Garcia -

- Freedom -



E durante um tempo acreditei que vc fosse mudar...
Que em algum momento, depois de tudo que suportei,
vc reconhecesse o valor que dei ao que sentia.
Mas o tempo foi passando, e cada vez que eu julgava
que uma hora isso fosse te tocar...não...nem te movia...
e todo dia eu me perguntava, onde está aquela pessoa
que no começo se mostrava tão diferente?
Aquela pessoa que me disse uma vez, que era
para eu não ter medo...algum dia existiu de fato?
Sabe, não sei se hj quero respostas...
de tanto esperar uma reação sua, por menor que fosse,
cada dia me sinto mais cansada...porque das surpresas
que eu quis de vc, vieram desapontamentos...
da msgs carinhosas que aguardei em qualquer hora que fosse,
senti apenas indiferença...das ligações repentinas que nunca chegaram,
era um silêncio à mais, para um sentir à menos.
É bom se sentir importante? Saber que vc faz falta?
Ou que teve um dia que eu só queria que vc estivesse aqui?
Sim, eu sei que é bom ser a falta de alguém...
Mas não sou a sua...não essa falta, que eu gostaria de ser...
Acho que no fundo sempre soube o que representava pr vc...
uma válvula de escape...a fuga na contra mão...
Na verdade eu não sei nada sobre vc...
e quem muito se esconde...e que vive com medo de 
ser descoberto, visto, lembrado ou mencionado...é porque
está preso à alguma coisa...e eu já não quero mais saber...
Preciso voltar à viver...e se as coisas não mudam...
que fiquem então onde estão...exceto eu!

- Alessandra Garcia -


- Era uma Vez o Fim -



"Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; 
algumas por algum tempo; mas não consegue 
enganar todas por todo o tempo."

- Abraham Lincoln -

- Medo -


Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. 
O corpo mais lado da fraqueza. 
Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, 
a hora certa para o homem errado. 
Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso 
e você depois disso possam se coincidir novamente.
 Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. 
Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, 
que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. 
Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. 
Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. 
Medo de ser sugada como se fosse pólen, 
soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. 
Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. 
Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. 
Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade...
Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério 
ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. 
Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. 
Medo do cheiro nos cabelos. 
Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo 
seja maior do que o medo de sair do medo. 
Medo de não ser persuasiva no silêncio, carente no fôlego. 
Medo de que a alegria seja apreensão, 
de que o contentamento seja ansiedade. 
Medo de não soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de soltar as pernas das pernas dele. 
Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. 
Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. 
Medo da perfeição que não interessa. 
Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida.
 Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. 
Medo de não mastigar a felicidade por respeito. 
Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. 
Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. 
Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. 
Medo dos bares e das baladas sem ele por perto, 
do convívio sem alguém para se mostrar. 
Medo de enlouquecer sozinha...Medo de se apaixonar...
 

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